
Fico pensando como pode existir gente que não gosta de animais. Claro que o pior é ser cruel com eles, desrespeitá-los. E sei que ninguém é obrigado a gostar deles. Mas eu confesso que fico com o pé... não, os dois pés atrás com pessoas que não gostam de animais.
Sempre fui apaixonada por cães, mas minha mãe não me deixava ter, pois dizia que eu não iria cuidar dele e que iria sobrar para ela. Só que ela nunca me disse o que significava cuidar. Nunca tentou me ensinar.
Lembrei que quando eu tinha uns 3 ou 4 anos, eu tive um gatinho. Não lembro o que aconteceu direito. Lembro do dia em que nos mudamos da primeira casa onde morei e eu fui a pé até a casa nova com ele no colo. Depois disso, não lembro o que aconteceu com ele.
No meu primeiro casamento, morei numa casa. Aí... ganhamos um pastor alemão (que só tinha tamanho) muito dócil. Um filhotão lindo. Depois pegamos um gato de rua e mais 4 cãezinhos. Davam um trabalho danado. Eram muitos. Mas acabei tendo que me desfazer de alguns deles mesmo com o coração apertado. Eu estava concluindo a faculdade e, sendo muito nova, era muito atrapalhada com os "serviços domésticos". Não dava conta. Naquele tempo eu achava que era minha obrigação fazer tudo. A gatinha que tinha sido criada nas ruas, ficava só dentro de casa com medo dos cães e fazia suas necessidades fisiológicas em qualquer lugar. Dois cães morreram. Ficamos só com o pastor alemão. Fiquei viúva e doei o Dino para um vizinho que gostava muito dele.
O Bidu foi amor à primeira vista. Eu já estava decidida a ter um cão, mesmo com o marido sendo contra e a minha mãe também. Ela dizia que eu nunca mais teria sossego com um cão dentro do apartamento. Fui na Pet Shop e vi dois poodles irmãos na mesma "gaiola". Mas um deles me olhava mais do que o outro. A minha vontade era de levar os dois para casa, mas pensei nos gastos e mudei de ideia. A atendente pediu para eu voltar à tarde, pois ela daria um banho "neles". Ela sugeriu que eu levasse os dois, é claro! Até faria um desconto.
Voltei com a minha irmã para buscar um deles e os dois estavam lindos e cheirosos me olhando. Que tentação, meu Deus! Tive que ser muito forte para resistir. Escolhi aquele com o olhar voltado para mim: Scooby Doo! Se eu tivesse trazido os dois, o outro seria o Snoopy. rs A raça poodle é a segunda mais inteligente. Só perde para o Border Colie. O Bidu é carinhoso, meigo e super, hiper, mega companheiro.
Como o nosso condomínio tem um pátio enorme e vários jardins, sempre aparecem cães de rua por aqui. Algumas pessoas alimentam, dão carinho e eles acabam ficando por aqui mesmo contrariando alguns moradores. Foi assim que o Marley e a Marla namoraram e tiveram uns dez filhotes. A Mel foi a única rejeitada. Inclusive pela mamãe dela que não queria mais alimentá-la. Ela chorava muito e eu assistia a essa cena pela minha janela.
Um dia, busquei a Mel e a deixei correr na sala. Já estava com "primeiras intenções". O Bidu estranhou a presença dela. Mas ficou faceirinho. Levei-a de volta por motivos óbvios: só eu a queria. No outro dia, busquei a Mel em definitivo. Contrariando o marido e a minha mãe que, na época, morava conosco e não aprovava a ideia, é claro!
Não foi nada fácil, mas briguei pela Mel. Hoje, o marido é muito carinhoso com ela, mas o preferido é o Bidu. Eu também achava que amava mais o Bidu até a Mel fugir do pátio em Arambaré quando estávamos em férias. O que eu senti naqueles minutos e o que eu chorei desesperada procurando por ela pelas ruas jamais esquecerei. E vê-la correndo de volta em direção a mim foi algo indescritível, além de inesquecível.
Quem nunca teve um cão não imagina quanto amor e alegria ele pode dar.











3 comentários:
Sonia,que relato mais bonito e comovente!Eu adorei!Especialmente quando contou seu primeiro encontro com o Bidu e a Mel!Amor á primeira vista!Bjs,
Olá, querida
Como poderia me esquecer do meu Sansão???
Saudade dele que se foi na véspera de S. Francisco anos atrás...
Seja abençoada e feliz!!!
Bjs de paz
É verdade!
É preciso amar verdadeiramente um cão para entender o quanto ele nos dá!
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